quinta-feira, 10 de junho de 2010

Me rendi ao silêncio, minhas mãos tremiam , as batidas do meu coração falhavam, não sentia vontade nem de me levantar...queria simplesmente desaparecer. Eu já sabia desde o inicio, era apenas eu de novo. Apenas eu que imaginava coisas, apenas eu que fico aqui no final das contas.
Se o futuro prepara surpresas, nem todas são boas. E no fundo eu já sabia que não seria verdade nunca.
Mas eu tinha esperanças.. porquê?
Porque dependo tanto de você? Porque mesmo com tudo isso, o primeiro numero que penso em discar quando pego o telefone é o seu?
Se o amor demora aparecer, certamente ele vai demorar ser apagado...mais quanto tempo irei sofrer com isso?
Eu já sei as repostas, mas novamente quero me enganar, pensar que está tudo bem, que posso lidar com isso. Quero acreditar que posso ver sua face sem que meu coração dispare, que posso apagar sua marca que você deixou em mim.
E depois, é de sua ajuda que preciso.
Leia minha mente, diga por favor que entende o que não consigo dizer.
O que eu faço agora?

domingo, 6 de junho de 2010

there's no response

what you do if i say i love you?
what i do if you say no?
what i do if i say no?
what i do?
what if?
what?

terça-feira, 4 de maio de 2010

"Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário, os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado em fazer contas, não obedece à razão.
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano. Isso são só
referênciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca.
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam,
pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante. Você escreveu dúzias de cartas
que ela não respondeu, você deu flores que ela deixou a seco.
Você gosta de rock e ela de chorinho, você gosta de praia e ela tem alergia a sol, você abomina o Natal e ela detesta o Ano Novo, nem no ódio vocês combinam.
Então?
Então que ela tem um jeito de sorrir que o deixa mobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você.
Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste.
Ele diz que vai ligar e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não
emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito
manteiga.
Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas.
Por que você ama este cara? Não pergunte pra mim.
Você é inteligente. Lê livros,revistas,jornais. Gosta dos
filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor. É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar. Independente, emprego fixo, bom saldo no banco. Gosta de
viajar, de música, tem loucura por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível. Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse , criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa...
Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação
matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados.
Não funciona assim. Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC. Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível. Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, ta assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é!
Pense nisso"

ARNALDO JABOR


Esse texto obviamente não é meu, deixei bem claro o nome do autor...mas sabe, após duas horas rascunhando, tanto em papel como em textos no blog eu não conseguia alcançar meu objetivo, simplesmente corri ao amigo google e me pus a ler (acalmar a mente agitada). Enfim, não consegui por em palavras meus sentimentos, talvez o bloqueio seja mais forte do que eu pensava.
Internet - R$ 99,90
Café - R$ 2,00
Gostar de um pessoa que faz voce perder o sono - não tem preço

bye bye

PS: parece que do tempo que comecei a escrever até agora meu humor melhorou bastante. Talvez seja porque logo será outro dia e posso enfim falar com ela *-*

terça-feira, 20 de abril de 2010

Redescobrindo os contos

Novamente minha curiosidade me levou a mais uma descoberta. Sabado acabei tendo um tempinho livre perto de uam biblioteca.Claro que não perdi a chance e comecei a andar entre as estantes em busca de algo que nme eu sabia que era, mas a maioria dos livros ali eram didaticos, mas achei uma National Geography que falava sobre os Irmãos Grimm. Feito!  Eu estava servido e finalmente minha opinião sobre os contos de fadas mudou um pouco.
Sempre curti mundos de fantasia , tanto que minha paixão por jogos de rpg e animes vem daí. Mas os contos dos Irmãos Grimm são conhecidos desde nossa infância, e da infância de nossos pais e avós...Embora  as versões conhecidas estejam muito censuradas, devido a temas mais maduros do que estamos acostumados.
Faz sentido, pois quando os Irmãos Grimm partiram pela Alemanha o objetivo era proteger os contos e lendas do povo, matendo a tradição que estava sendo ameaçada pelas invasões de Napoleão.A maioria das historias tratavam de incesto , morte e tinham uma violência gigante, inadequada para as crianças. Então os proprios irmãos resolveram fazer uma adaptação infantil. Transformaram pais incestuosos em demonios, mães más em madastras, algusn personagens deixam de morrer, a violencia foi reduzida drasticamente e finais forma alterados e o final "Hapilly ever after" felizes para sempre ficou marcado para toda a eternidade.
É interessante perceber como as versões tem algo em comum para as crianças: a moral. Obedeçam aos pais, sigam as regras, sejam corajosas, honestas e bondosas.
Mas é disso que as lendas e historias tratam não é? Uma lição, aprendizado, não dá para fugir muito disso.
Agora vou  procurar pelos contos originais, e voltar na biblioteca para o ler o resto da materia... boa sorte  para mim.
Até mais pessoal ^^

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Pelo menos por mim, dessa vez não é o fim...

Então, quando a noite já estava acabando eu percebi o que estava errado. A menina perfeita que eu conhecia não era bem, todos tem seus defeitos, e no caso dela nem chega a ser isso. Uma peculiaridade...um gosto, ou melhor desgosto...Pena que desgosto tinha que ser bem pelo meu jeito de ser.
Não confunda! Eu não a odeio, nem desprezo nem nada disso, muito pelo contrário! Mesmo nesse momento eu entendo a atitude dela.
As coisas acontecem assim...não somos perfeitos um para outro, nem nunca prometemos ser. Mas ainda me lembro...temos tanto em comum, ou tínhamos pelo menos...as vezes laços quebram pela menor desavença, mas eu tentei fortalecer ao máximo que pude... E por mim ele nunca vai quebrar.


(muito curto para ser um texto, muito complexo para tranforma-lo em um poema e tão abstrato que se fosse uma metáfora, seria nada...)

quinta-feira, 11 de março de 2010

Make me dream, make me live...

Me faça sonhar
Ver grandes e robustas arvores sacudindo ao vento, peneirando raios solares enquanto estamos deitados na relva.
Me mostre o quão grande é um deserto, valorizar tua companhia e perceber que alguns de nosso passos se apagam, mas que ainda sim , estavam lado a lado.
Me apresente o horizonte sem fim dos oceanos, me lembrando que sempre existem terras além do mar. E lá um dia chegaremos se é nosso objetivo.
Me leve até as cachoeiras,onde por mais alto de onde as águas caiam, elas continuam seu percurso...
Me deixe no meio de uma tempestade, lembrar que quando tudo cai, o mais seguro que temos é um abraço...

Por favor, me leve até seu coração, onde poderei viver tudo isso segurando sua mão.
Peço para sonhar, mas é assim que quero viver

"take my hand and go...say you're there, say something, say anything, just please, don't say goodbye" *--*

segunda-feira, 1 de março de 2010

sempre acontece novamente? [2]

Não construirei uma ponte se você não está do outro lado. Agora o abismo entre nós aumentou,tanto que já te perdi de vista. Grito desesperado esperando uma resposta de você, um aviso que ainda terei chance de te encontrar. Sentei na beira do penhasco, seria tolice pular dele, mas esperar algo para nós a esse ponto também não é? Tudo o que eu usei para (tentar)chegar perto de você, agora está acumulado, como entulho, foi tudo em vão?
Levantei, quem sabe lá frente posso ver um sinal de tu ? Eu lembro que você brilhava em meio a escuridão...já está tão distante que não vejo mais sua luz...
Afastei alguns passos, corri e pulei com os braços abertos. Eu sentia que do fundo do meu coração eu podia voar em sua busca.
E agora? estou voando ou caindo?Sem você, não faz mais diferença.
(U)

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

sempre acontece novamente?

É incrivel como você fascina. Depois que te conheci aconteceu tanta coisa tão rapidamente...pelo menos aqui para mim...Agora cada momento sem tu tem sido entediante,escuro e sonolento. Fico indeciso e ansioso,e as coisas pioram quando não está por perto. Preciso de voce logo, o sentimento está crescendo e talvez eu já tenha perdido o controle e excedido limites (se que é que existe limites para o amor).Fiquei dependente da sua felicidade. Vou te ajudar com o que puder, mas por favor..me aceita?...
Não sei se estou sendo precipitado, mas eu quero estar contigo. Não quero perder o tempo, que já pode ser pouco, mas no minimo, quero aproveitar ♥.

~doki

sábado, 30 de janeiro de 2010

São 01:38 do dia 28/01, ainda estou acordado, lendo blogs...mas infelizmente não se pode recuperar o tempo perdido(acabei de falar disso no meu post anterior) e dificilmente vou conseguir ler todos os posts do ultimos mês...

Mas não é disso que se trata, é impressionante ler tanta coisa...Quero dizer, nessa ultima hora li o blog de uma garota incrivel que fazia meses que não falava com ela. Vi uma fabula de La Fontaine sobre amizade e me emocionei com um texto de W. Shakespeare sobre a vida, derrotas, vitorias, sonhos, amar e perdoar (embora éu já tenha lido esse texto várias vezes, é sempre um boa pedida). Lembrei que um sorriso é sempre importante. Passei pra tomar um café em outro blog, e até ri quando descobri que não era a unico afastado.

Como eu também leio noticias, acabei de descobrir que Obama ganhou premio Nobel da paz(foi ano passado, mas eu não tinha tempo, ficava estudando direto!). Também descobri que o ataque ano passado de hackers foi graças a uma GRANDE falha no internet explorer, (então troque seu navegador). Também estou verificando minhas notas do ENEM e do vestibular.

Voces devem estar se perguntando qual é objetivo disso...eu realmente estou num momento muito bom, paz interior, o silêncio da madrugada me ajuda a pensar (embora o cansaço vá ganhando territorio aos poucos).Estou muito animado pelo que vem pela frente, estou partindo para uma nova vida, novos amigos, novos lugares, novas esperiencias e novas dificuldades, mas não quero abandonar meus bons amigos, os lugares legais que já passei, nem vou esquecer pelas experiencias e dificuldades que passei.

Obrigado *-*

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Vou te jogar contra a parede, diga a verdade...
não mereço mais ser enganado, esperar pelas palavras que vão confirmar o que todos vêem. as palavras que sempre esperei ouvir de você, e que eu sempre te disse.
Não desisti, enquanto era tempo. Agora já não é mais,é tarde para assumir.
Mas nunca mais será a mesma sensação de antes. A verdade, é que te amo...
Alias, não te jogarei contra a parede, merece ser livre. Não vou te obrigar a nada, apenas vou esperar (deitado, porque sentado já cansou).
Lembre-se, que apesar de tardia, estou esperando, como sempre esperei...mas já é tarde. Vou em frente com minha vida, você também deve estar prosseguindo com a sua...
Não deve valer a pena esperar...mas eu ainda não consigo deixar de olhar para trás para ver se você vem falar comigo...
Estou dando meus primeiros passos tímidos, me emancipando. Não é uma ameaça, apenas o inicio de uma despedida.


~doki ,

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

...

Pequenas aventuras simples, se divertir durante uma tarde sem fazer nada. Sair com voce, deixar nossos corações controlarem as ações.
A noite se aproxima , e nós dois também. Enquanto o ceu escurecia seu rosto iluminava, os risos quebravam o silêncio...As estrelas brilhavam nos dizendo que já era tarde.
Em casa, o dia nasceu, nebuloso e pálido. Doente. Olhei por todos os cantos onde estava voce, as horas passavam e o dia não clareava, minha luz estava contigo...A escuridão estava me cegando, procuro por você luz, que me cegou uam vez, mas que ainda sim me ilumina.

terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Vômito

Sinto algo se inquietando aqui dentro
Olho para a branquidão
Não tenho ideia do que fazer...

De repente acontece...
Agora já foi.
Mais um võmito textual


por ~doki ás 12:20 de 14/12/2009


sobre um texto feito em dois minutos
Metalinguagem pura...que falta sinto do blog...

sábado, 2 de janeiro de 2010

It's coming!

Bem, primeira vez escrevendo aqui em semanas...a vida esteve uma correria nesses ultimos dias, pré vestibular... a segunda etapa já começa na segunda feira, espero estar preparado o suficiente!
Existe muita coisas que pretendo falar, alias, algumas paginas do meu caderno serviram como tubo de ensaio (hilarios para a situação) para algumas coisas que fiz...
enfim eu só queria relembrar a sensação de como é poder digitar algumas palavrinhas aqui *-*
nessa semana estarei de volta, agora sim, de férias!
mas não tenho certeza de como estarei, vai tudo depender das provas, todas aquelas pessoas falando para não ficar nervoso não adiantou muito, parece ser natural e inerente ao processo seletivo.
De qualquer maneira é uma chance de ouro! pretendo agarra-la com força!

me desculpem pela demora, falta de noticias e ausência no blog de vocês
See ya!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Reflita

Um grupo de cientistas colocou cinco macacos numa jaula. No meio da jaula puseram uma escada e, sobre ela, um cacho de bananas.
Quando algum macaco subia a escada para apanhar as bananas, os cientistas lançavam um jato de água fria nos que estavam no chão.
Depois de certo tempo, quando um macaco ia subir a escada, os outros enchiam-no de pancadas.

Passado mais algum tempo, nenhum macaco subia mais a escada, apesar da tentação das bananas.

Então, os cientistas substituíram um dos cinco macacos.

A primeira coisa que o macaco novato fez foi subir a escada, de onde foi rapidamente retirado pelos outros, que o surraram.

Depois de algumas surras, o novo integrante do grupo não mais subia a escada.

Um segundo foi substituído, e o mesmo ocorreu, tendo o primeiro substituto participado, com entusiasmo, da surra ao novato.

Um terceiro macaco foi trocado, e repetiu-se o fato. Um quarto e, finalmente, o último dos veteranos foi substituído.

Os cientistas ficaram, então, com um grupo de cinco macacos que, mesmo nunca tendo tomado um banho frio, continuavam batendo naquele que tentasse chegar às bananas.

Se fosse possível perguntar a algum deles porque batiam em quem tentasse subir a escada, com certeza a resposta seria:
"Não sei, as coisas sempre foram assim por aqui...”.

Também retirei do livro "A Vida por Linhas Certas". Não

sábado, 28 de novembro de 2009

Simplicidade

Sabado, lá estava eu a arrumar a casa quando na pratileira descubro mais um pequeno livro, pequeno, formato de bolso, pouco mais cem paginas, capa verde que lembra esperança. A vida Por Linhas Certas, é um livro com pequenos contos, bem simples, mas com grande significado, fazendo jus a proposta feita na capa.

"Historias e parabolas que propiciam as simples descobertas que podem promover transformações possiveis"


Vou deixar um dos contos para que voces opinem, eu achei otimo, pois como já sabem, adoro metaforas.

Eu sei , mas não devia


"A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.

A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.

A gente se acostuma a abrir o jornal e a ler sobre a guerra. E, aceitando a guerra, aceita os mortos e que haja números para os mortos. E, aceitando os números, aceita não acreditar nas negociações de paz. E, não acreditando nas negociações de paz, aceita ler todo dia da guerra, dos números, da longa duração.

A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.

A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a ganhar menos do que precisa. E a fazer fila para pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.

A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.

A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável. À contaminação da água do mar. À lenta morte dos rios. Se acostuma a não ouvir passarinho, a não ter galo de madrugada, a temer a hidrofobia dos cães, a não colher fruta no pé, a não ter sequer uma planta.

A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.

A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para esquivar-se de faca e baioneta, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma."


ps:Mais um mês sem postagens, pelo menos tem um frequencia, né?
ps2: vida corrida, precisava mesmo refletir sobre a simplicidade
ps3:Vestibular amanhã...

Bye, pelo seu amigo, Doki